O deputado estadual Tovar Correia Lima (MDB) admitiu que as possíveis ausências de Vitor Hugo e Dinho Dowsley na disputa pela Assembleia Legislativa enfraqueceriam a chapa proporcional do partido. Em entrevista ao Blog do Chico Soares, o parlamentar afirmou, porém, que as defesas dos dois candidatos mantêm a confiança em uma reversão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os registros de Vitor Hugo, ex-prefeito de Cabedelo, e de Dinho, presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, foram indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). As decisões ainda são alvo de recursos.
“Não há como negar que enfraquece. Vitor Hugo tem uma história muito grande no Litoral paraibano e transformou Cabedelo. Dinho tem uma história de mandatos em João Pessoa, foi um dos vereadores mais votados e possui um número grande de votos. Tirar os dois é ruim para a chapa do MDB”, afirmou.
Tovar também comentou a saída de Janine Lucena da primeira suplência de Veneziano Vital do Rêgo. Para ele, a substituição não terá impacto significativo na candidatura do senador nem no projeto de Cícero Lucena ao Governo do Estado.
“A vida real é diferente. A pessoa está votando em Veneziano, não nos suplentes de Veneziano. Janine é ótima, muito desenvolta e minha amiga há mais de 20 anos, mas não vejo essa substituição afetando quem votará no senador”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de Lucas Ribeiro vencer a eleição para governador ainda no primeiro turno, Tovar considerou o cenário pouco provável. Segundo o deputado, Cícero e Efraim Filho possuem candidaturas fortes e eleitorados capazes de levar a disputa para uma segunda etapa.
“Temos dois candidatos fortes além do governo. Cícero foi prefeito da Capital quatro vezes e Efraim tem um voto da direita muito fixado. Somando os dois, não vejo cenário para a eleição terminar no primeiro turno”, avaliou.
Apesar das recentes dificuldades enfrentadas pelo grupo, Tovar afirmou que Cícero permanece competitivo. “Ele tem se mantido firme e forte para chegar ao segundo turno e renovar o debate e a discussão”, concluiu.
Por: Napoleão Soares
